Um blog apaixonado pela leitura... e apaixonante!

17
Nov 09

 

"Com pouco esforço, ela conseguira isolar-se do mundo meses a fio. Não tinha a certeza se a facilidade da sua solidão se devera à sua incapacidade de ouvir as pessoas tentarem quebrar a barreira que erguera, ou se não houvera ninguém que se importasse o suficiente para tentar sequer."

 

Nora Roberts in Luzes do Norte

publicado por Dreamfinder às 19:37

15
Nov 09

Para esta semana:

 

Lua Nova

Stephenie Meyer

(Gailivro)

 

 

Uma excelente surpresa desta autora. Se o primeiro livro tinha uma história muito original e bonita, que marcava pela originalidade, esta supera em muito a outra.

Tem uma história surpreendente, com algum teor de suspense, e, sobretudo, muita imagnação.

Desta vez a jovem Bella vai ver-se envolvida num tumulto de emoções, quando Edward desaparece da sua vida. Habituar-se a esta nova realidade vai fazer Bella passar por um período depressiva e sem vida, como se não existisse. A sua apatia vai mudar no dia em que começa a frequentar com regularidade a casa de Jacob. Juntos vão desobrir uma amizade e até, talvez, algo mais.

Bella vai descobrir novos segredos e correr novos riscos, como nos habituou na primeira aventura desta saga.

Um livro emocionante que se lê num instante. Uma excelente aposta. Estou curiosa para saber a continuação desta tetralogia.

publicado por Dreamfinder às 21:16

10
Nov 09
 
 
 
"Dá muito trabalho ser a fada que inventa os sonhos. É preciso ler as histórias que vêm escritas nos livros e decorar as palavras escritas em todos os livros de todas as línguas do mundo. Os sonhos, sabe-se, são poliglotas. (...) Há, para que seja possível sonhar, um exército de fadas sopradoras de sonhos que constantemente se move de um lado para o outro, indo aqui e ali, acolá e além, para que não faltem os sonhos a quem dorme. Vão de cama em cama, de casa em casa, de país em país - e aí abrem as capas vermelhas onde guardam as histórias dos sonhos (e contam e contam e contam as mesmas histórias). Às vezes, aborrecidas, abrem os cadernos de capa preta e inventam sonhos novos, mal acabados, esboços ainda - sonhos trapalhões."
    
Manuel Jorge Marmelo in «Por exemplo: um sonho» -
O Profundo Silêncio das Manhãs de Domingo

08
Nov 09

Sugestão desta semana:

 

Luzes do Norte

Nora Roberts

(Chá das Cinco)

 

 

Nate Burke é um polícia que vive deprimido e traumatizado desde que viu morrer o seu companheiro, durante uma missão nas ruas de Baltimore. A afundar-se cada vez mais na culpa que o persegue, Nate vê na sua ida para a pacata vila de Lunacy a sua hipótese de fuga e, ao mesmo tempo, a sua hipótese de recomeçar e de sobreviver.

É em pleno Alasca que terá de se habituar a esta estranha gente, a tratar das suas tarefas habituais - como resolver pequenas rixas e retirar o excesso de neve das estradas - e recomeçar a viver. É então que conhece a extrovertida Meg Galloway, determinada e aventureira, que o vai fazer dar uma volta de 180º na sua vida. Vai ainda ver-se envolvido num mistério aquando do aparecimento de um cadáver congelado numa gruta.

Uma história bonita, com algum suspense, alguma acção e muito romance. Mais uma belíssima história de Nora Roberts.

publicado por Dreamfinder às 22:49

06
Nov 09

 

“Como poderia transmitir a uma pessoa que nem sequer a conhecia, a forma como ela cheirava sempre a chuva, ou como sentia um nó no estômago sempre que a via soltar os cabelos presos numa trança? Como poderia descrever a sensação de ela lhe terminar as frases, virar a caneca que partilhavam para que a boca ficasse no sítio onde a sua estivera? Como poderia explicar que podiam estar junto aos cacifos, ou debaixo de água ou num bosque de pinheiros do Maine, que desde que Emily estivesse consigo, era como se estivesse em casa? (…) Disse simplesmente:
- Ela era minha. (…) Era tudo o que eu não sou. E eu sou tudo o que ela não era. (…) A mão dela cabia dentro da minha.”
 
Jodi Picoult in O Pacto
publicado por Dreamfinder às 10:40

04
Nov 09

 

“Via muitas vezes as pessoas do seu lado da vedação no outro lado e, nessa altura, dava-se conta de quem é que mandava. As pessoas de pijama às riscas punham-se em sentido quando os soldados se aproximavam e, por vezes, até caíam ao chão e outras vezes não se conseguiam levantar e tinham de ser levadas em braços.”
 
John Boyne in O Rapaz do Pijama às Riscas
publicado por Dreamfinder às 16:36

30
Out 09

 

“A dependência das mulheres traduz a sua jamais construída autonomia psicológica. Ele admira-lhes, receoso e ávido, a força. Delas espera revelações sobre si e o mundo. A idealização da figura feminina atinge o seu máximo no que à sensibilidade diz respeito. Quase supersticioso, concede às mulheres sexto, sétimo e oitavo sentidos. À boa maneira do século XIX – ou dos actuais machos latinos politicamente corrigidos… - não as trata melhor por isso. Mas quando se dedica à introspecção apenas encontra a falta de tudo o que lhes sobra a elas.”
 
Júlio Machado Vaz in O Tempo dos Espelhos

28
Out 09

 

“Iria olhar sempre para o deserto, tentando saber qual a estrela que o rapaz seguia em busca do seu tesouro. Haveria de enviar-lhe os seus beijos pelo vento, na esperança de que este tocasse o rosto do rapaz, e lhe contasse que estava viva, a esperar por ele, como uma mulher espera um homem de coragem, que segue em busca de sonhos e tesouros. A partir daquele dia, o deserto iria ser apenas uma coisa: a esperança da sua volta.”
 
Paulo Coelho in O Alquimista
publicado por Dreamfinder às 10:39

26
Out 09

 

“seria agradável saber que haveria alguém à sua espera quando chegasse a casa ao fim do dia. Alguém que se interessasse por ela e que tomasse o seu partido, alguém que sairia sempre a terreiro para a defender.”
 
Maeve Binchy in Uma Casa na Irlanda
publicado por Dreamfinder às 19:48

25
Out 09

Mais uma sugestão para esta semana:

 

Uma Questão de Fé

Jodi Picoult

(Civilização)

 

 

Faith é uma menina marcada pelos conflitos entre os pais. Num dia, ela e a sua mãe, Mariah, chegam a casa e encontram o pai com outra mulher. O divórcio torna-se inevitável e, durante este tempo de ruptura, Mariah procura não cair novamente na depressão que a persegue. Faith encontra refúgio numa amiga imaginária. Tudo parece normal para uma menina que vive um processo difícil. Porém, as dúvidas começam a surgir quando Faith começa a recitar passagens da Bíblia que nunca conheceu, apresentar lesões que são compatíveis com estigmas e a curar pessoas. Estará Faith realmente a fazer milagres? A mesma pergunta que atormenta Mariah, vai criar um cerco mediático em torno da pequena. As religiões olham-na com censura e cepticismo, os crentes entregam-se totalmente à fé na nova curandeira e a ciência vê em Faith um objecto de estudo.
Mariah fará tudo para proteger a filha dos olhos dos outros. Mas até que ponto é que a sua filha não está, realmente, a falar com Deus?
Um livro polémico que incide sobre o tema da religião e das crenças dos homens, de forma inigualável. Até onde somos capazes de acreditar? Em que se baseia afinal a nossa fé? No que é que acreditamos? Recomendo vivamente mais um extraordinário livro de Picoult.

 

“Por muito que tentemos, nunca conseguiremos proteger uma criança das tragédias, dos passos em falso, dos pesadelos. Talvez a função de uma mãe não seja proteger, mas sim estar presente quando o filho embate com toda a força… e depois amparar a queda quando está tudo acabado.”

 

publicado por Dreamfinder às 21:37

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